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entrevista ao autor (youtube)
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Hwal (O Arco) é apenas o 4º filme (em 12) de Kim Ki-duk que vejo, mas não tenho dúvidas em afirmar que é um autor que ficará na história, apesar de lhe reconhecer até agora apenas uma verdadeira obra-prima, Bin-jip (Ferro 3). Bin-jip é mesmo o filme que mais me marcou neste início de século, seguido de Elephant (Van Sant), Requiem For a Dream (Aronofsky) e Caché (Haneke).
Hwal é integralmente passado num barco e retrata a história de um velho pescador que vive com uma jovem de 16 anos, afastada há 10 de qualquer outra realidade, com o intuito de a desposar quando cumpra os 17.
Fui com três tipos de expectativas, uma por cada filme que tinha visto: a expectativa utópica (Ferro 3); a angustiante e satisfatoriamente mórbida (O Bordel do Lago) e uma um pouco mais receosa (Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera). No final fiquei com um pouco de cada uma, mas num misto de prazer pelo reencontro com a identidade de um autor que se admira e a negativa sensação de repetição.
O título revela o adereço principal que o autor coloca em permanente tensão para disparar notas musicais e flechas, palavras e olhares, mas sobretudo para reflexionar sobre binómios comuns na sua obra: passado/futuro, tradicional/moderno, rural/urbano, mestre/aprendiz, culpa/redenção, bem/mal, físico/espiritual.
"Todos temos desejos e esperanças aos quais não damos voz, porque não podem expressar-se na época em que vivemos. (...) Quero viver em tensão como um arco até ao dia da minha morte" Kim Ki-duk
P.S. - Por curiosidade, também na rodagem esteve patente o minimalismo e sadismo de Kim Ki-duk ao colocar uma equipa de 50 pessoas durante 17 dias numa traineira sem as mínimas condições de conforto e higiene, mas estes mitos cumprem sempre bem o papel promocional...

Um filme sobre o romance de um vendedor de sapatos e uma artista multimédia à procura da sua afirmação. Uma comédia dramática onde o tema do sexo é bastante explorado... mas com suavidade.
Depois da excelente iniciativa da BMW com as curtas The Hire, surge agora a Pirelli com The Call. A primeira proposta do projecto Pirellifilm está realizado por Antoine Fuqua (Training Day, King Arthur) e tem como figuras John "padre Merrin" Malkovich e Naomi Campbell as a sexy demon.
Acabo de ver que o Ethan Hawke começou a rodar a adaptação do seu primeiro romance The Hottest State, publicado em Portugal com o título "O Estado Mais Quente". Ethan Hawke assina o argumento, realiza e interpreta.
Há 15 anos atrás quando via o Nunca Digas Banzai não fazia a mínima ideia de quem era este senhor. Apenas Sábado o reconheci... Não puseram o oráculo como na foto, por isso tive que ir ao IMDB confirmar. O título original não podia ser mais claro: Takeshi's Castle! Devo ter andado a dormir."Statement of Revitality
In conjunction with the departure of Vibeke Windeløv, who has been my producer for ten years, and the arrival of Meta Louise Foldager in her place, I intend to reschedule my professional activities in order to rediscover my original enthusiasm for film.
Over the last few years I have felt increasingly burdened by barren habits and expectations (my own and other people's) and I feel the urge to tidy up.
In regards to product development this will mean more time on freer terms; i.e. projects will be allowed to undergo true development and not merely be required to meet preconceived demands. This is partly to liberate me from routine, and in particular from scriptual structures inherited from film to film.
I will aim to reduce the scope of my productions in regards to funding, technology, the size of the crew, and particularly casting, but I should like to expand the time spent shooting them.
I want to launch my products on a scale which matches the more ascetic nature of the films, and aimed at my core audience: i.e. my films will be promoted considerably less glamorously than at present, which also means without World Premieres at prestigious, exotic festivals.
With regard to PR, my intention is for a heavy reduction in quantity, compensated for by more thorough exploration in the quality press.
In short, in my fiftieth year I feel I have earned the privilege of narrowing down. I hope that this attempt at personal revitalization will bear fruit, enabling me to meet my own needs in terms of curiosity and play, and to contribute with more films."
Lars von Trier
Tenho lido e ouvido por aí que não se deve olhar para a componente gay de Brokeback Mountain, mas sim para o belo conto de Amor... Mas porquê? Uma coisa invalida a outra? Qual é a dificuldade de assumir de que trata o filme se o realizador é o Ang Lee? Até no título está tudo explícito se traduzirmos à letra a 1ª palavra e interpretarmos a iconografia da segunda... Isto no título original claro, porque no título português acharam por bem criar um mistério com a palavra “Segredo”. Shhhhiiiuuu, é segredo que os gajos têm sentimentos entre eles. Traduzir a palavra “Mountain” é que já não faria sentido, pensaram eles. É um filme sobre dois cowboys (sheepboys neste caso) homossexuais (mesmo) apaixonados e ponto final.
Ang Lee e Rodrigo Prieto oferecem-nos planos inesquecíveis, mas para mim o filme falha num aspecto importantíssimo: o casting. Não questiono o desempenho dos protagonistas, mas os anos passavam e eu cada vez mais me afastava dos personagens e encontrava o Jake e o Heath. Não me parece que consigam suportar o envelhecimento. A interessante interpretação de Heath Ledger como Ennis del Mar, torna-se redundante quando Ang Lee decide optar pelo flashback...

Good Night, and Good Luck. está para a ficção como os filmes de Michael Moore estão para os documentários. Ou seja, apesar de estarem inseridos num dos géneros aproximam-se mais de um nível híbrido.
Clooney quis lembrar o jornalista Edward R. Murrow e a sua equipa da CBS na luta que desencadearam contra McCarthy e a “caça às bruxas”. Um tema já nada polémico, pois dos states estamos já fartos de importar filmes sobre este período. Ao colocar o ponto de vista neste jornalista, consegue no entanto um excelente manifesto aos media actuais.
Para mim o principal mérito que tem como realizador e argumentista é conseguir introduzir todo o material de arquivo protagonizado pelo senador anti-comunista sem prejudicar a homogeneidade do filme, o que muito terá contribuído a escolha do preto e branco. Contudo, desse aspecto homogéneo penso que poderá vir o problema de Good Night, and Good Luck.. É que é tudo tão crível e episódico que nunca nos é apresentada a componente dramática. Vemos, assimilamos e não nos interrogamos com o que sucederá com a história e respectivas personagens. Um misto de contemplação e indiferença.
Termino com a tagline do filme “In A Nation Terrorized By Its Own Government, One Man Dared to Tell The Truth.”… no comments!

Este é o último projecto musical (editado em 1999) de David Hasselhoff, este monstro da televisão, que já leva na bagagem 7 álbuns.
Hooked on a Feeling teve participações especiais de Regina Velásques (More Than Words Can Say) e de Gwen (If Had One Wish).
Para quem é um grande fã do David, aconselho vivamente a comprar este fantástico álbum!
Para os indecisos e que não são grandes fãs, aqui podem ver o 1º single retirado do álbum que teve uma participação (muito) especial de Nu Flavor.
Queria agradecer à Ani por ter dado oportunidade de conhecer este video.

