20060825

C:\>joy_


Agora que já avançou o projecto Control, filme sobre a curta vida de Ian Curtis, aconselho um salto à fantástica obra de Anton Corbjin.

Corbjin homepage

entrevista ao autor (youtube)

20060808

C:\>hot waters_

Jump the Shark é um curioso conceito que traduz o momento em que nos desinteressamos de uma determinada série. Pois em relação ao Lost espero ter conseguido saltar o bicho...

www.jumptheshark.com

20060807

C:\>blade runner meets sin city_

20060622

C:\>Shipoopi! Shipoopi! Shipoopi!_

20060606

C:\>El Abrazo Del Alma_

Foto de Ricardo Alfieri, momentos após a final do Argentina 78

20060519

C:\>_

20060518

C:\>critérios_

Há uma corrente generalizada de criticar os Oscars e as suas influências e conspirações, em comparação com outros certames, Cannes por exemplo. Gostaria de relembrar que os Oscars não são um festival, mas sim os prémios atribuidos por uma Academia, tal como os Goya ou os Césars. As decisões destas academias estão condicionadas obviamente (e muito) pelo estado da indústria e pelas relações entre os membros das respectivas entidades. E os grandes festivais o que fazem? Tentam escolher os elementos do júri e os filmes que obedeçam a critérios previamente definidos. Simples. Como ganhou Michael Moore em Cannes com o Farhenheit 9/11? Com um critério político. Simples. Como se justifica a estreia d' O Código Da Vinci em plena Croisette? Como encontramos este ano candidatos como Sofia Coppola, Richard Kelly, Richard Linklater, Del Toro, Iñárritu? Até o The Fountain de Aronofsky esteve para estrear ali. Porque a Europa é um excelente mercado para essa nova vaga. Simples. Fará sentido o Volver do Almodóvar que eu tanto ansiava, mas que acabou por me desiludir, estar em competição, quando no júri está a Lucrecia Martel, realizadora argentina do La Niña Santa, produzida por Pedro Almodóvar y su hermano? Talvez faça.



O Mar Adentro do Amenábar não teve o mesmo sucesso em Veneza e nos Oscars? Arrasou nos Goya, o que levou à demissão da Academia dos (mais uma vez) manos Almodóvar, devido ao descaramento que foi essa edição, começando aí a campanha a favor de Mar Adentro e de uma nova vaga do cinema espanhol, rumo a Los Angeles onde o jovem realizador chileno tinha já excelentes contactos com o anterior negócio Abre Los Ojos/Vanilla Sky/The Others. Conclusão: consegue o mercado europeu e o americano. Simples.

O que pensam que defrauda mais, uma gala de uma noite que atribui prémios a filmes já vistos, ou um festival ou festivais de uns dias, com uma programação que não é provavelmente a que merecia estar em competição? Tudo isto é uma indústria com produtos, artísticos, ou não. Simples.

C:\>papel vegetal_


Apenas recentemente vi o Dark City do Alex Proyas e perto do final do filme deparo-me com esta imagem. Bem, esta não, mas quase. Quem não viu o fabuloso Requiem For a Dream (na foto), mas viu o Dark City, acreditará que o fotograma acima pertencerá a este último. Não é apenas o décor, nem o próprio ângulo do plano, mas até a actriz que está ao fundo do pontão é a Jennifer Connely. Só que em vez do Jared Leto a aproximar-se da bela Jennifer desta vez vejo o Rufus Sewell. Fiquei convencido que teria sido uma pequena homenagem/brincadeira do Aronofsky a um filme que terá gostado ou algo parecido, mas não. Vou pesquisar ao imdb e descubro que: "According to director, Darren Aronofsky, this was a pure coincidence; when he came up with the image, based on a moment in his own life, he had yet not cast Connelly, nor even seen Dark City." Acrescenta ainda que idealiza esse plano desde uma paixão de Verão em plena juventude num cenário semelhante. Ok...

Página oficial Requiem For a Dream

Video Toy Story Requiem

C:\>B de Bolacha_

C:\>XXX_

C:\>stone_


Será que o Oliver twists?

Ver trailer

20060427

C:\>diplomacia_

20060425

C:\>dialéctica muda_

Hwal (O Arco) é apenas o 4º filme (em 12) de Kim Ki-duk que vejo, mas não tenho dúvidas em afirmar que é um autor que ficará na história, apesar de lhe reconhecer até agora apenas uma verdadeira obra-prima, Bin-jip (Ferro 3). Bin-jip é mesmo o filme que mais me marcou neste início de século, seguido de Elephant (Van Sant), Requiem For a Dream (Aronofsky) e Caché (Haneke).

Hwal é integralmente passado num barco e retrata a história de um velho pescador que vive com uma jovem de 16 anos, afastada há 10 de qualquer outra realidade, com o intuito de a desposar quando cumpra os 17.

Fui com três tipos de expectativas, uma por cada filme que tinha visto: a expectativa utópica (Ferro 3); a angustiante e satisfatoriamente mórbida (O Bordel do Lago) e uma um pouco mais receosa (Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera). No final fiquei com um pouco de cada uma, mas num misto de prazer pelo reencontro com a identidade de um autor que se admira e a negativa sensação de repetição.

O título revela o adereço principal que o autor coloca em permanente tensão para disparar notas musicais e flechas, palavras e olhares, mas sobretudo para reflexionar sobre binómios comuns na sua obra: passado/futuro, tradicional/moderno, rural/urbano, mestre/aprendiz, culpa/redenção, bem/mal, físico/espiritual.

"Todos temos desejos e esperanças aos quais não damos voz, porque não podem expressar-se na época em que vivemos. (...) Quero viver em tensão como um arco até ao dia da minha morte" Kim Ki-duk


P.S. - Por curiosidade, também na rodagem esteve patente o minimalismo e sadismo de Kim Ki-duk ao colocar uma equipa de 50 pessoas durante 17 dias numa traineira sem as mínimas condições de conforto e higiene, mas estes mitos cumprem sempre bem o papel promocional...

20060422

C:\>Final Fantasy VII - Advent Children_

O jogo e a história que ajudaram a vender muitas playstation's por esse mundo fora em detrimento da concorrência tem para além das sequelas e prequelas que estão para sair no mundo dos videojogos um capítulo puramente em vídeo e que é de fazer crescer água na boca, pelo menos para os fãs da história.

Já passaram 7 anos!? Na altura trocava ideias com o meu irmão que era cool fazerem uma série de animação baseada na história do jogo. "Matéria" não faltava. Entretanto outros títulos foram saindo destas histórias fantasiosas em que pouco mais que o nome tinham em comum. Mas o VII lá vinha sempre à conversa quando se comparava com os que saíam. E porquê? A história era envolvente, a eterna luta do bem contra o mal, e com intriga e desenlaces que batem aos pontos muitos guiões de filmes do género (vendo bem nem há muitos).
A história desenrola-se 2 anos depois do final do jogo quando o herói da saga, Cloud, tem uma visita por parte de 3 "irmãos" à procura do que resta da "mãe" para a "reunião". As personagens do jogo aparecem quase todas o que por si só obriga a ver o filme pois se com as FMV (full motion video) do jogo quase que ganhavam vida então agora parecem mesmo reais. Além disso, a eventualidade de revermos um dos maiores vilões, pelo menos no meu portfolio, morto no jogo, ter a possibilidade de desforra, ainda aguça mais o apetite. É simplesmente espectacular, o detalhe, os cenários, os monstros, as magias, e claro as sequências de combate, por vezes tão rápidas que nem conseguimos assimilar tudo o que se está a passar.
Este filme é para os fãs do jogo e pouco mais. Sem se ter jogado as quase 40 horas de história do jogo é quase para apenas entreter-se com a excelente animação por computador, a melhor que vi até hoje. Com a edição inglesa a sair em DVD no final do mês, E.U.A. e Inglaterra, ainda têm tempo de jogar o jogo :) ...
in imdb.com "An Excellent Finish to A Grand Story"
Trailer japonês (melhor, mas sem legendas)

20060420

C:\>profilaxis_

20060419

C:\>me and you and everyone we know_

Um filme sobre o romance de um vendedor de sapatos e uma artista multimédia à procura da sua afirmação. Uma comédia dramática onde o tema do sexo é bastante explorado... mas com suavidade.

Miranda July que escreveu, realizou e participa no filme, demonstra que tem um futuro brilhante. Eu não diria que é uma promessa, mas sim uma certeza.

Este filme terá a honra de abrir o Festival Indie de Lisboa que começa já amanhã. A não perder!

Se tivesse que pontuar daria 4 estrelas em 5.

Prémios recebidos no ano 2005:

Cannes Film Festival
Caméra d'Or
International Critics Week Grand Prize
The Regard Jeanne
The Very Young Critics Award

Sundace Film Festival
Special Jury Prize, Originality of Vision

Phladelphia Film Festival
The Archie Award for Best First Time Director

San Francisco International Film Festival
SKYY Prize - First Narrative Feature

Roger Ebert's overlooked Film Festival
Golden Thumb Award

Newport International Film Festival
Best Director
Audience Award

Los Angeles Film Festival
Audience Award for Best Narrative Feature

20060410

C:\>o exorcista do asfalto_

Depois da excelente iniciativa da BMW com as curtas The Hire, surge agora a Pirelli com The Call. A primeira proposta do projecto Pirellifilm está realizado por Antoine Fuqua (Training Day, King Arthur) e tem como figuras John "padre Merrin" Malkovich e Naomi Campbell as a sexy demon.

ver The Call
ver calendários Pirelli

20060323

C:\>geopolítica_

20060316

C:\>Tati, o visionário_


Quem se quiser atrever a trilhar o infindável percurso relacionado com o cinema pela primeira vez, terá que fazer paragens obrigatórias em títulos incontornáveis.
Não o fazendo, a voltar para casa e ao relatar a sua viagem, corre o risco de descrever uma jornada prazenteira, mas desprovida provavelmente da sua verdadeira essência: o toque, a marca de uma obra singular e única.
Playtime, de Jacques Tati, é um desses monumentos. É uma referência, em todos os sentidos.
Neste filme, Tati atinge um objectivo que ambicionava há já muito tempo, percurso natural e em crescendo nas obras anteriores: Jour de Fête, Les Vacances de Mr. Hulot e Mon Oncle. Esse mesmo objectivo tornou-se paradoxalmente a ascensão e a queda de Tati.
Playtime é, além de um grande filme, um filme grande: superprodução franco-italiana, cenários enormes, inúmeros actores e figurantes, filmado em 70 mm.
E grande é a visão de Tati que, em 1967, já satiriza e adivinha o futuro das sociedades modernas, ou pelo menos, a sua uniformização, sem entrar num discurso pessimista sobre a desumanização. Tati, pelo contrário, restitui o elemento humano a um contexto que ultrapassou esse mesmo elemento. Através da comédia, Tati adianta-se a qualquer crítico da globalização, antes sequer desta existir, pelo menos, como nós a conhecemos:
estruturada e catalogada, massificada e rotulada.
Provavelmente, Tati não a racionalizou, antes a sentiu e pressentiu. E antes que a mesma se desenvolva para outros níveis, Tati entende que está na hora de a subverter, ironizando a Vida Moderna.

Playtime é inovador em todos os sentidos. Como uma desconstrução de uma qualquer figura geométrica, o filme inicia-se em linhas rectas, em esquinas, em cubos e poliedros, em estrutura, em linha de montagem, em máquina.
Um grupo de turistas norte-americanos visita uma capital por dia, até que se apercebem que todas elas são iguais: nos edifícios, nas luzes, nas escadas, nas ruas, nas próprias pessoas.
Pelo meio, surge Mr. Hulot (ou Tati), pedra (essencial) na roda de engrenagem, que lentamente, e pela sua tentativa de adaptação ou, na falta desta, introduzirá o caos, a falha, o tropeção. Enfim, características humanas cujo progresso não tolera. O filme desenvolve-se no meio do perfeccionismo do moderno, no encanto do hi-tech. No entanto, as aparências iludem. Tudo é uma fachada, que ao invés de facilitar a vida do indivíduo, a complica pela incompatibilidade do racional, lógico e funcional com o desejo, a emoção, o erro humano.
Mr. Hulot, inocente e trapalhão como tantos outros Charlots, será o protagonista essencial para a destruição do sistematizado, do calculado, do esquematizado.
Esta mesma desestruturação revelar-se-á iminente no desenvolvimento do filme, passando de linhas rectas para linhas curvas, irregulares, orgânicas, como se o calor das relações humanas as tivesse tornado maleáveis. A própria tonalidade do filme passará gradualmente de tons cinzentos, neutros, uniformizados, para uma palete colorida, viva e diversa. As pessoas, até então adormecidas nos seus afazeres monocórdicos e controlados, acordam após uma noitada despoletada exactamente pelas falhas do conceito moderno social. Mr. Hulot, inconscientemente pelo meio, faz novos amigos.

Pode-se dizer que Playtime é uma obra-prima, não só pela crítica social que faz, mas também pela forma gráfica como é apresentado. Tati não deseja um filme narrado. Pelo contrário, utiliza todos os elementos visuais e sonoros, de forma a introduzir-nos num mundo que já é o nosso. Em Playtime, não há praticamente diálogos; há ruídos, toques, ritmos (o que não faria Tati se já houvessem telemóveis em 1967!). Todos estes elementos sonoros associados à parafernália de tecnologia e maquinetas, cubículos e corredores, elevadores e escadas-rolantes criam um contexto asséptico e esterilizado, perfeito para o desenrolar do desvanecimento de quaisquer laivos de inspiração e improviso humanos, no qual o próprio diálogo se torna mero acessório sonoro, tornando-se um murmurinho repetitivo e desprovido de qualquer sentido.

Após a estreia, o fracasso foi óbvio, tanto a nível de público e de críticas. O que contribuiu para o declínio da carreira de Tati.
Provavelmente, não estavam preparados para Playtime. E mesmo hoje, ainda não estarão. Mas não será este o destino habitual de uma obra-prima?

20060314

C:\>A Natureza Humana_

Dois gémeos separados à nascença. Um é adoptado por um tal de David, o outro criado com o apelido Haneke. Apesar da distância transatlântica e das influências educacionais implícitas... genes são genes.



20060312

C:\>Great Posters, Great Movies II_

20060308

C:\>Combinamos no bitter end_

Acabo de ver que o Ethan Hawke começou a rodar a adaptação do seu primeiro romance The Hottest State, publicado em Portugal com o título "O Estado Mais Quente". Ethan Hawke assina o argumento, realiza e interpreta.

Já li este livro várias vezes e para quem não conhece e prefere esperar pelo filme posso garantir que estará naquele universo de filmes-estimação como o Before Sunrise e o Reality Bites. Aliás a história está bastante influenciada por estes dois filmes que protagoniza, pois tanto Jesse como Troy poderiam ser o William destas páginas.

Há 10 anos esta personagem seria sua, mas como ficou evidente em Before Sunset, os anos vincaram-lhe o rosto e Ethan teve agora de delegar o papel principal em Mark Webber, que acompanhará Catalina Sandino Moreno nesta história de amor.


Cliquem na foto se quiserem começar a ler o livro.

20060302

C:\>totobola para este fim de semana_


1 Realizador: Ang Lee vs Steven Spielberg - 1
2 Actor: Philip Seymour Hoffman vs Joaquin Phoenix - 1
3 Actriz: Reese Witherspoon vs Felicity Huffman - 1
4 Secundário: Jake Gyllenhaal vs George Clooney - x2
5 Secundária: Rachel Weisz vs Amy Adams - 1
6 Guião Original: Crash vs Match Point - 1
7 Guião Adaptado: Brokeback Mountain vs Munich - 1
8 Fotografia: Brokeback Mountain vs Memoirs of a Geisha - x2
9 Montagem: Crash vs Munich - 1
10 Direcção Artística: King Kong vs Memoirs of a Geisha - 2
11 Animação: Wallace & Gromit in The Curse of the Were-Rabbit vs Corpse Bride - 1
12 Lingua Não Inglesa: Paradise Now vs Tsotsi - 1
13 Documentário: La Marche de l'empereur vs Darwin's Nightmare - 1x

Super 14 Filme: Brokeback Mountain 0 Crash 1


post antigo

20060301

C:\>Ele está de volta_


Há dois realizadores que me deixam em modo countdown. Talvez sejam as minhas principais referências e talvez a explicação seja simples. É que eu nunca suportei as teorias maniqueístas do cinema americano vs cinema europeu e penso que tanto Woody Allen (anualmente) como Pedro Almodóvar (bianualmente) são os melhores exemplos de que essa conversa não faz muito sentido.

Página oficial de Pedro Almodóvar.
Trailer de Volver.

20060223

C:\>o top 5 do não volto a sair de casa sem o pijama_

ricardo:
Out Of Africa, Sydney Pollack
The Piano, Jane Campion
The English Patient, Anthony Minghella
The Hours, Stephen Daldry
Titanic, James Cameron

nuno:
Gerry, Gus Van Sant
Insomnia, Christopher Nolan
Brown Bunny, Vincent Gallo
Solaris, Steven Soderbergh
The Messenger: The Story of Joan Of Arc, Luc Besson


NDR: Apenas filmes vistos em cinema.

20060222

C:\>o top 5 do vai à 2ª pq é mais barato_

ricardo:
A Beautiful Mind, Ron Howard
Chicago, Rob Marshall
The Aviator, Martin Scorsese
Cast Away, Robert Zemeckis
The Passion Of The Christ, Mel Gibson

nuno:
todos do Shyamalan excepto o Unbreakable
Crash, Paul Haggis
Mar Adentro, Alejando Amenábar
Traffic, Steven Soderbergh
Sideways, Alexander Payne


NDR: Não quer dizer que não gostemos de todos os filmes supramencionados, apenas consideramos que estão sobrevalorizados.

20060220

C:\>A obra prima de kitano_

Há 15 anos atrás quando via o Nunca Digas Banzai não fazia a mínima ideia de quem era este senhor. Apenas Sábado o reconheci... Não puseram o oráculo como na foto, por isso tive que ir ao IMDB confirmar. O título original não podia ser mais claro: Takeshi's Castle! Devo ter andado a dormir.

Excerto da narração que ouvi Sábado na prova da rampa escorregadia: "Pobres concorrentes, esta rampa tem mais óleo que a montanha Brokeback!" O que eu me ria em puto com a prova das portas.

20060216

C:\>dogma 06_

"Statement of Revitality

In conjunction with the departure of Vibeke Windeløv, who has been my producer for ten years, and the arrival of Meta Louise Foldager in her place, I intend to reschedule my professional activities in order to rediscover my original enthusiasm for film.

Over the last few years I have felt increasingly burdened by barren habits and expectations (my own and other people's) and I feel the urge to tidy up.

In regards to product development this will mean more time on freer terms; i.e. projects will be allowed to undergo true development and not merely be required to meet preconceived demands. This is partly to liberate me from routine, and in particular from scriptual structures inherited from film to film.

I will aim to reduce the scope of my productions in regards to funding, technology, the size of the crew, and particularly casting, but I should like to expand the time spent shooting them.

I want to launch my products on a scale which matches the more ascetic nature of the films, and aimed at my core audience: i.e. my films will be promoted considerably less glamorously than at present, which also means without World Premieres at prestigious, exotic festivals.

With regard to PR, my intention is for a heavy reduction in quantity, compensated for by more thorough exploration in the quality press.

In short, in my fiftieth year I feel I have earned the privilege of narrowing down. I hope that this attempt at personal revitalization will bear fruit, enabling me to meet my own needs in terms of curiosity and play, and to contribute with more films."

Lars von Trier

20060215

C:\>the secret da montanha brokeback_

Tenho lido e ouvido por aí que não se deve olhar para a componente gay de Brokeback Mountain, mas sim para o belo conto de Amor... Mas porquê? Uma coisa invalida a outra? Qual é a dificuldade de assumir de que trata o filme se o realizador é o Ang Lee? Até no título está tudo explícito se traduzirmos à letra a 1ª palavra e interpretarmos a iconografia da segunda... Isto no título original claro, porque no título português acharam por bem criar um mistério com a palavra “Segredo”. Shhhhiiiuuu, é segredo que os gajos têm sentimentos entre eles. Traduzir a palavra “Mountain” é que já não faria sentido, pensaram eles. É um filme sobre dois cowboys (sheepboys neste caso) homossexuais (mesmo) apaixonados e ponto final.

Ang Lee e Rodrigo Prieto oferecem-nos planos inesquecíveis, mas para mim o filme falha num aspecto importantíssimo: o casting. Não questiono o desempenho dos protagonistas, mas os anos passavam e eu cada vez mais me afastava dos personagens e encontrava o Jake e o Heath. Não me parece que consigam suportar o envelhecimento. A interessante interpretação de Heath Ledger como Ennis del Mar, torna-se redundante quando Ang Lee decide optar pelo flashback...

20060202

C:\>Boa noite_


Good Night, and Good Luck. está para a ficção como os filmes de Michael Moore estão para os documentários. Ou seja, apesar de estarem inseridos num dos géneros aproximam-se mais de um nível híbrido.

Clooney quis lembrar o jornalista Edward R. Murrow e a sua equipa da CBS na luta que desencadearam contra McCarthy e a “caça às bruxas”. Um tema já nada polémico, pois dos states estamos já fartos de importar filmes sobre este período. Ao colocar o ponto de vista neste jornalista, consegue no entanto um excelente manifesto aos media actuais.

Para mim o principal mérito que tem como realizador e argumentista é conseguir introduzir todo o material de arquivo protagonizado pelo senador anti-comunista sem prejudicar a homogeneidade do filme, o que muito terá contribuído a escolha do preto e branco. Contudo, desse aspecto homogéneo penso que poderá vir o problema de Good Night, and Good Luck.. É que é tudo tão crível e episódico que nunca nos é apresentada a componente dramática. Vemos, assimilamos e não nos interrogamos com o que sucederá com a história e respectivas personagens. Um misto de contemplação e indiferença.

Termino com a tagline do filme “In A Nation Terrorized By Its Own Government, One Man Dared to Tell The Truth.”… no comments!

20060201

C:\>mano a mano_


Com esta nova secção, eu e o Gonçalo pretendemos lançar periodicamente dois nomes de actores que consideremos equiparáveis. Nesta primeira escolha como não divergimos nas nossas opiniões, será interessante saber se serão vocês a alimentar o debate.

Começamos com dois actores que admiramos há anos, o que complicou bastante a escolha dos melhores papéis, pois tivemos que deixar de fora interpretações inesquecíveis. Durante anos, o Padrinho II foi a única hipótese de disfrutarmos destes dois talentos num só filme, contudo todos nos perguntávamos para quando o privilégio de os ver contracenar, até que Michael Mann nos oferece Heat em 1995.


- Al Pacino (25-04-1940)

“I know it was you Fredo. You broke my heart. You broke my heart!”

3 Melhores Interpretações: Michael Corleone (The Godfather Trilogy), Frank Slade (Scent of a Woman) e Carlito “Charlie” Brigante (Carlito's Way)


- Robert De Niro (17-08-1943)

“You talkin' to me? You talkin' to me? You talkin' to me? Then who the hell else are you talkin' to? You talkin' to me? Well, I'm the only one here. Who do the fuck do you think you're talking to? Oh, yeah? Ok.”

3 Melhores Interpretações: Jake La Motta (Raging Bull), Travis Bickle (Taxi Driver) e Leonard Lowe (Awakenings)


Anteriormente penso que seria mais complicada a eleição, mas agora apesar de reconhecermos uma maior versatilidade ao De Niro, o carisma do Pacino e alguma da filmografia recente do De Niro faz com que posicionemos o baixote do Al um pouco acima, sendo o nosso vencedor deste duelo. Hoo-ah!


Próximo mano-a-mano: Sean Penn e Johnny Depp.

20060131

C:\>Hooked on a Feeling_


Este é o último projecto musical (editado em 1999) de David Hasselhoff, este monstro da televisão, que já leva na bagagem 7 álbuns.

Hooked on a Feeling teve participações especiais de Regina Velásques (More Than Words Can Say) e de Gwen (If Had One Wish).

Para quem é um grande fã do David, aconselho vivamente a comprar este fantástico álbum!
Para os indecisos e que não são grandes fãs,
aqui podem ver o 1º single retirado do álbum que teve uma participação (muito) especial de Nu Flavor.

Queria agradecer à
Ani por ter dado oportunidade de conhecer este video.

C:\>até 5 de Março Jon Stewart_

Acabo de ver os nomeados aos Oscars e apenas posso entender o destaque dado a Crash, como uma orientação estratégica de acordo com o convite à Beyoncé Knowles na cerimónia anterior. Considero interessantes (ou não) as proezas de Spielberg e Lee ao conseguirem furar lobbies que ao longo dos anos foram identificados com a Academia, se bem que Ang Lee também beneficiava do apoio de outro... Quanto à candidatura (justa) de Munich não podemos dissociar o nomeado Paradise Now, filme palestino e principal candidato a Melhor Filme de Lingua Estrangeira. Destaque para George Clooney ao assumir-se como um novo Mr. Cinema, ao estar nomeado como realizador e argumentista por Good Night, and Good Luck., e como actor secundário por Syriana. Já Peter Jackson não estará certamente surpreendido pela descida de divisão, ao ver o seu King Kong reconhecido apenas pelos méritos técnicos. Para melhores actores gostaria de ver premiados os talentos de Philip Seymour Hoffman e Reese Witherspoon e outra satisfação pessoal seria ver Woody Allen a receber mais uma estatueta, desta vez pelo argumento de Match Point. Uma categoria menor é a de Melhor Curta-Metragem de Animação, mas arriscarei The Mysterious Geographic Explorations of Jasper Morello de Anthony Lucas, a melhor curta que vi em 2005, tal como tinha sido Ryan de Chris Landreth em 2004 e acabou por ganhar o ano passado.

20060130

C:\>operação a ira de deus_


Depois de ter perdido os dois filmes anteriores, voltei ontem a encontrar-me com o génio de Steven Spielberg em Munich.

Spielberg e o argumentista Tony Kushner (da extraordinária mini-série Angels in America), apresentam-nos um retrato já caracterizado por uns como pró-árabe, por outros pró-israelita e ainda por uma terceira via como neutral. Contudo, até nesta última posição, aparecerão detractores que o acusem de falta de coragem por não apresentar respostas. Mas Spielberg concorre a Oscars, não ao Nobel. No fundo, constata o mesmo que nós, ao não vermos solução questionamos a necessidade de tanto sangue derramado. Muito menos exijo a veracidade da missão secreta da Mossad, simplesmente porque era isso mesmo, secreta. O que sei é que disfrutei de um emocionante thriller, técnica e artisticamente deslumbrante, que consegue activar os sentidos anti-terroristas, tal como qualquer atentado acompanhado através de um telejornal.

Como podem ver na foto, Spielberg homenageia alguns cineastas (inclusive ele próprio), mas para mim acaba por dar, mais uma vez, um tiro no pé no final (não será por acaso que no poster o Bana está a apontar a arma para baixo), quando nos lembramos de um Scorsese recente...

P.S. – Um conselho, vejam o filme na sala que conheçam com o melhor sistema de som.

C:\>legollywood_


Agora que voltámos a falar do stop motion devido ao Corpse Bride, deixo-vos um novo género que se está a desenvolver no universo do cinema de animação.
Para todos os cinéfilos fãs de Lego: brickfilms.com.